Mostrar mensagens com a etiqueta Tema Nepal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tema Nepal. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 13 de julho de 2011
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
BIBLIO. MUN. ALCÁCER DO SAL - "Mulheres do Hindustão"
18 de Setembro a 9 de Outubro 2009
36 fotografias da Índia e do Nepal, recolhidas em Março 2008
Mulheres do Hindustão
As fotografias desta
exposição foram feitas em Março de 2008.
De avião, de
automóvel e de comboio percorri então no Norte da Índia os milhares de quilómetros
que ligam as cidades de Delhi, Varanasi, Khajuraho, Agra e Jaipur. Dei também
um salto ao vale de Katmandu, no Nepal.
A viagem à Índia foi
marcada por comparações com a China, visitada dois anos antes, e pela enorme
diversidade de ambientes encontrada mesmo quando se percorre apenas uma parte
do país. A beleza e a quantidade de monumentos é impressionante e o fervilhar
humano cria frequentemente situações caóticas como nunca antes observara.
Por entre as fortes
sensações visuais, odores e sabores houve algo que começou a atrair-me de forma
constante, percebi eu mais tarde. A elegância do porte feminino e a infinita
variedade dos padrões e cores das suas vestes.
As mulheres “trabalham
como moiras" mesmo quando são hindus mas os seus esvoaçantes trajes têm
sempre uma infinita elegância, quer trabalhem no campo, ou na construção, ou sejam
apenas mais alguém que se passeia.
Numa terra em tantos
aspectos caótica as mulheres são um oásis de beleza e de serena força. É caso
para dizer que também elas mereciam um Taj Mahal.
As centenas de
imagens, de que as expostas são uma selecção, foram recolhidas ao sabor dos
acasos, dos percalços das jornadas, quantas vezes em movimento e sem poder
sequer parar. Encontros fugazes que só
existiram no sensor da câmara, tangentes de vidas que seguiam o seu curso numa
sociedade gigantesca que, na sua completude, nos custa a imaginar.
Caminheiros de
longas estradas poeirentas, pessoas que suspendiam por instantes o seu trabalho
ou o seu ritual, rostos curiosos que interrogavam o forasteiro.
Quando palavras
houve elas foram curtas, mas houve gestos e principalmente muitas trocas de
olhares que dispensavam quase tudo o resto.
Ao fim de quarenta
anos que levo destas viagens continuo, como no primeiro dia, a encantar-me com o
carácter mágico da fotografia enquanto forma de revelar a identidade dos indivíduos
destacando-os da multidão.
Há nisso um humanismo que ajuda a ultrapassar barreiras.
Fernando Penim Redondo,
quinta-feira, 21 de maio de 2009
C.E. ODIVELAS - "40 ANOS com Pessoas"
O fio condutor da exposição é a descoberta da diversidade cultural e étnica, mesmo onde e quando a modernidade vai fazendo os seus “estragos”.
Adicionalmente permite comparar o olhar de um mesmo fotógrafo em situações geográficas muito diferentes e em fases da vida muito distanciadas.
As fotografias, divididas em dois grupos, foram produzidas com um interregno de cerca de 40 anos.
Grupo 1968/9 – fotografias a preto e branco, feitas na Guiné Bissau
Durante dois anos percorri a Guiné, em serviço, e fui aproveitando essa oportunidade para contactar e registar o dia-a-dia do seu povo.
Enquanto o fazia tinha a sensação de suspender a guerra.
O conjunto de imagens apresentado documenta pessoas a trabalhar ou a divertir-se nos seus ambientes próprios, tal como as via um jovem tenente da Armada de 22 anos.
Grupo 2006/8 – fotografias a cores feitas na China, Índia e Nepal
Um conjunto de viagens ao Oriente permitiu-me comparar a actualidade dos três países que tanta curiosidade despertam hoje.
Na China são os traços do desenvolvimento acelerado que mais marcam. Na Índia e no Nepal somos mais tocados pela serenidade da beleza ancestral.
O conjunto de fotografias expostas mostra rostos e atitudes quotidianas fotografados nestes três países asiáticos que constituem uma continuidade geográfica. O Nepal funciona, de certa forma, como recipiente misturador das influências dos outros dois gigantes.
Fotografar pessoas é, em vários sentidos, um desafio. Elas são um detalhe na paisagem mas um detalhe que encerra um mundo.
Quando fotografamos as pessoas elas deixam de ser uma abstracção, um número no meio de milhões, e a sua individualidade impõe-se de forma comovente.
Penso que esta exposição mostra como, em 40 anos, nunca deixei de ser atraído pela magia desse processo.
Fernando Penim Redondo
domingo, 8 de março de 2009
Subscrever:
Comentários (Atom)


















