sábado, 29 de novembro de 2008

CPF (Porto) - "China, a nova revolução"





"China, a nova revolução"
29 de Novembro 2009 a 8 de Março 2010
em complemento à grande exposição de Li Zhensheng



















As imagens mais fortes que nos ocorrem quando se trata da China são de dois tipos: o exotismo da cultura milenar e os “excessos” da Revolução Cultural dos anos 60 do século XX. A exposição agora proposta procura mostrar uma China actual (2006) cuja apreensão se julga estar bastante atrasada no nosso país e, em geral, no Ocidente.

Para isso há evidentemente que mostrar o desenvolvimento da arquitectura das cidades mas também aspectos banais do quotidiano quantas vezes mais reveladores do que as grandes realizações. Novas realidades como o “empreendedorismo” de rua e os seus falhados, o acesso ao lazer, a preocupação com o vestuário e em geral as atitudes de novo tipo que a abertura do enorme país ao exterior vêm possibilitando e incentivando. 

As bicicletas são, aos milhões, símbolo da vida frugal e laboriosa dos chineses. Em contrapartida também já se vêm muitos chineses de máquina fotográfica em punho num sinal claro de que começam a poder disfrutar, e registar, momentos de lazer. Bicicletas e câmaras fotográficas são sinais da coexistência das tradições e das transformações ao nível das vidas comuns.

A realidade física da China ultrapassa as expectativas e mesmo quando se parte com alguma bagagem de leituras sobre o país, a magnitude das transformações em curso sente-se "na pele". 

Alguém disse que os 1.300 milhões de chineses são, neste momento, o mais importante recurso natural do planeta e que o século XXI será, em grande medida, o resultado da forma como se proceder à utilização de tal recurso.
Eu prefiro dizer que o futuro da sociedade humana será decisivamente influenciado por aquilo em que se tornarem os incontáveis chineses e pelo caminho que tomar a imensa China.


Depois de ver a China é impossível voltar a ver a Europa como os mesmos olhos.

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