quarta-feira, 13 de julho de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

FÁBRICA BRAÇO DE PRATA - "Hibernação"






Projecto "Hibernação"
(espaços do campismo durante o inverno)
Integrado na exposição "Resultado Final"
do workshop KMASTER da KAMERAPHOTO
Fábrica Braço de Prata em Julho de 2011












Hibernação 
é o estado letárgico em que muitos animais endotérmicos  passam o inverno, principalmente em regiões temperadas e árticas. 
Os animais mergulham num estado de sonolência e inatividade, em que as funções vitais do organismo são reduzidas ao absolutamente necessário para a sobrevivência. A respiração quase cessa, o número de batimentos cardíacos diminui, o metabolismo, ou seja, todo o conjunto de processos bioquímicos que ocorrem no organismo, restringe-se ao mínimo.
Para sobreviver durante a hibernação podem também ser adoptadas várias formas de ocultação, através do mimetismo, do encapsulamento e da interiorização. 
A estratégia de simulação da morte pela imobilidade perante os predadores, tão comum no mundo animal, tem muitas semelhanças com estes comportamentos defensivos perante condições ambientais extremas.
Mas a hibernação tem um significado muito mais vasto do que a mera resistência ao Inverno, podendo aplicar-se aos mais variados campos da acção humana; os políticos têm as suas travessias do deserto, os académicos fazem férias sabáticas, os desportistas param no defeso, os artistas têm os seus períodos de pousio e os lugares de veraneio resistem como podem durante a estação baixa.
Em qualquer caso o hiato existe para potenciar um novo Verão, seja ele qual fôr.

terça-feira, 5 de julho de 2011

CASA DA CULTURA DE COIMBRA - "PEQUIM 60 anos depois"







"Pequim - 60 Anos Depois"
4 de Julho a 30 de Julho 2011
38 fotografias de Pequim, recolhidas em Setembro 2009




























As fotografias foram feitas no mês de Setembro de 2009. Por esses dias, em Pequim, presenciei os frenéticos preparativos para as comemorações do 60º aniversário da República Popular da China que ocorreu no dia 1 de Outubro.
 
O imenso mercado-formigueiro que é Pequim não exagerava, nas ruas, os símbolos da Revolução. Mas os retratos de Mao, em algumas montras e na exposição retrospectiva de 60 anos de pintura, pareciam assistir atónitos ao pulular dos Business Centers e dos Kentucky Fried Chicken.
Tinha estado em Pequim em 2006 e, passados três anos, senti uma enorme evolução. Não só nos espantosos edifícios (Estádio Olímpico, Centro de Artes Performativas, torre da CCTV, etc) mas a todos os níveis.
 
Nesses dias de Setembro de 2009 usei o metro intensivamente para me deslocar pela imensa cidade e sentir o seu dia-a-dia. O metro de Pequim, que eu não usara em 2006, tem uma rede enorme mas, apesar disso, há várias novas linhas em construção.
Senti que estava perante um país cada vez mais rico e os shows televisivos de exaltação nacional, num estilo impensável pelos nossos padrões, não pareciam ser destituídos de razão aos olhos dos chineses.
As ruas davam uma sensação brutal de vitalidade; literalmente milhões de pessoas lutavam arduamente, penosamente não já, apenas, pela sua sobrevivência mas por uma vida melhor. Sessenta anos de socialismo ensinaram-lhes que o Estado não é a solução para tudo e particularmente para a angariação do sustento de cada família. Eles trabalham sem rede mas com uma comovente dignidade.
Essa atitude de um povo que ignora a resignação e a dependência é, quanto a mim, a maior força da China.
É essa vitalidade das ruas que pretendo mostrar com as minhas fotografias.